Post: Controle financeiro de ótica eficaz

Você tem um controle financeiro de ótica eficaz?

Por Kero Ótica

Ter um controle financeiro de ótica cuidadoso e detalhado nunca foi tão necessário como nos últimos tempos.

Com a chegada da previsão de inflação a 7,1% para este ano (2021), micro e pequenas empresas são as mais impactadas diretamente.

A inflação é um problema que afeta a todos, pois houve um aumento de preço nas contas de energia, alimentação, combustíveis, aluguéis e dólar, o que acaba influenciando nos preços de matérias-primas.

Por isso, os donos de pequenos e médios negócios precisam estar com o financeiro em dia e ter jogo de cintura para negociar com os fornecedores. Isso para diminuir o repasse dos custos para seus clientes, que também sofrem com o crescimento dos preços.

Alguns empreendedores podem pensar em repassar imediatamente os custos da inflação e taxas de juros para o preço final do produto, o que não é uma boa estratégia de vendas.

Mas, para evitar esse repasse imediato é muito importante ter uma gestão financeira eficaz em relação aos custos e receitas.

Nesse sentido, você sabe como ter um controle eficaz e contornar algumas das dificuldades financeiras mais comuns? Nesse artigo, você vai entender os pontos fundamentais para o bom desempenho financeiro da sua ótica.

Controle financeiro: está tudo em dia na sua ótica?

Se tratando do financeiro, tudo é muito importante durante a gestão. Mas há sempre alguns pontos principais que merecem ainda mais atenção e controle. 

Qual a frequência que você está analisando os seguintes tópicos?

  • Conferência de caixa e se ele está correto no sistema;
  • Clientes inadimplentes e relatórios de cobranças;
  • Contas a pagar;
  • DRE (Demonstrativo de Resultado do Exercício) para visão geral completa.

Essas atividades podem indicar o caminho que a sua ótica vai seguir. Um gerenciamento eficiente das finanças melhora o poder aquisitivo e o capital de giro.

O que normalmente contribui para erros no controle financeiro de ótica?

É muito simples perder o foco na gestão. Não ter uma visão aguçada do que está acontecendo com o dinheiro da empresa pode levar a sérios problemas no futuro.

Assim como, não analisar todas as movimentações e operações no caixa também pode ser um problema.

Mas nem tudo se resume em dinheiro. Não controlar corretamente as vendas e o estoque é um complemento para um desequilíbrio financeiro.

Além disso, não contar com uma gestão automatizada pode desalinhar todas estas áreas e atividades.

Dicas para ter um gerenciamento assertivo do financeiro

1.  Saiba precificar o seu produto

Saiba precificar o seu produto

Definir os preços dos produtos parece fácil na teoria, mas a prática é o que conta.

Estruturar o preço do produto envolve todos os custos e despesas do negócio, que são: custo com funcionário, estrutura da empresa, impostos, porcentagem de lucro etc. 

O preço ideal de produto é aquele que em sua estruturação considera todas as variáveis possíveis para que não dê prejuízo a empresa, mas que – ao mesmo tempo – o cliente esteja disposto a pagar.

Quando foi a última vez que você fez uma pesquisa de mercado? Não precisa ser algo super elaborado, mas o suficiente para te manter por dentro dos preços das outras empresas do setor.

Aqui vai mais uma dica para precificar seu produto: o preço dele precisa estar alinhado com o da concorrência, então estruture um preço competitivo com o mercado.

2.  Planeje receitas, gastos e investimentos

Não olhe apenas para o curto e médio prazo, tenha uma projeção longa do seu negócio.

Você tem acesso a dados que mensuram os números da sua ótica?

Lembre-se, para que seu negócio tenha continuidade e seja sempre possível evoluir e melhorar, é preciso mensurar!

O momento ideal para começar a coletar dados de ganhos e custos é agora. E logo você já terá uma visão mais ampla da condição financeira da sua ótica.

3.  Defina metas de receita superiores aos gastos

Os gastos nunca podem ultrapassar os ganhos. Simples, né? Mas você já projetou metas desafiadoras para o seu negócio?

Em muitos casos, funcionários ao ingressarem em uma empresa com metas pré-estabelecidas fazem de tudo para alcançá-las, não é mesmo? 

Como dono do próprio negócio não deve ser diferente.

Crie metas e seja encorajado por elas, só assim você irá longe!

4.  Controle tudo que entra e sai do caixa

Gerencie o fluxo de caixa da sua ótica, com todas as transações financeiras.

Não, você não precisa ser um expert no assunto. Mas como dono do próprio negócio, ninguém vai dar tanta importância ao fluxo de caixa como você.

Para um gerenciamento eficaz é preciso entender um pouco de tudo o que está acontecendo em sua ótica.

5.  Não compre mais que o necessário para o estoque

Não compre mais que o necessário para o estoque

Se você está montando sua ótica, entenda que comprar em larga escala pode ter benefícios competitivos, como o preço de aquisição menor nos produtos.

Porém, no início de um negócio, o fluxo de caixa não é tão flexível a ponto de fazer grandes investimentos.

Sendo assim, monte um estoque enxuto, ou seja, comece com o que você consegue controlar.

Posteriormente, você poderá ter uma visão estratégica de quais grupos de produtos estão sendo mais vendidos e realizar compras mais inteligentes.

6.  Controle receitas e despesas

Acompanhe o fluxo de caixa diariamente. Quanto mais dados mensurados, mais informações você tem para contar com relatórios confiáveis do seu negócio, possibilitando a tomada de decisões importantes, como:

  • O planejamento de investimentos;
  • Redução de despesas sem comprometer o lucro;
  • Organização de promoções para desencalhar o estoque;
  • Negociação de prazos com fornecedores.

E outras medidas que evitem ou minimizem as dificuldades financeiras.

Outra situação que precisa de atenção é no controle das datas em que haverão as saídas e entradas no caixa. Estruture a oferta de pagamentos a prazo ao seu cliente, sabendo quando você precisará desse capital.

Para que seu fluxo de caixa não fique negativo por muito tempo, o acompanhe de perto e ofereça condições e prazos de pagamento ao seu cliente dentro da sua realidade.

7.  Não misture o dinheiro da empresa com o pessoal

Ao misturar as finanças pessoais com as da empresa, é muito provável que você irá aumentar seus gastos no ritmo dos seus ganhos.

Porém, se em algum momento sua empresa não lucrar o valor que você está gastando, haverá um grande conflito financeiro.

Tirando vários outros malefícios, que podem acontecer ao misturar o pessoal com o profissional. Programe um pró-labore para definir o quanto a empresa deverá separar para você e sócios, se for o caso.

Pró-labore: O termo pró-labore significa, em latim, “pelo trabalho” e corresponde à remuneração deste administrador por seu trabalho na empresa. Refere-se à remuneração de sócios por atividades administrativas, sendo opcional e diferente da distribuição de lucros ou dividendos. 

8.  Formas de captação de dinheiro

Principalmente no início do empreendimento, é importante não ficar à mercê de uma liberação de capital imediata.

Compare todas as instituições financeiras e possibilidades de crédito, para que você não corra o risco de se afundar em juros.

Nem sempre a ótica desempenha como imaginamos, mas os juros não param de ser cobrados, pelo contrário, só aumentam. Pesquise as formas mais baratas.

O site do BC oferece uma lista das taxas de juros dos bancos, mas nem mesmo essa lista é tão precisa quanto você fazer isso pessoalmente.

Então, mão na massa! 

9.  Toda dívida te fragiliza

Toda dívida te fragiliza

Por mais tentadora que seja a ideia de adquirir um capital para quitar alguma conta ou acelerar seu crescimento, recorra ao crédito só depois que esgotar todas as outras opções. 

Uma opção que você tem para adiar essa ideia, é a renegociação.

Não tenha medo de conversar ou negociar. Em um compromisso que você tem com um fornecedor, por exemplo, abra o jogo e conte sua situação. 

Desta forma, ficará mais fácil encontrar uma solução para ambos os lados. O fornecedor também quer o seu sucesso, porque é assim que o sucesso dele também é alcançado.

Além de criar um relacionamento com seus parceiros, essa abertura pode permitir aumento de prazos, adiamento de empréstimos e, consequentemente, uma gestão financeira mais saudável.

Conclusão

Não pare por aqui. Estude sempre. Verifique os preços do mercado, analise o faturamento e DRE (Demonstrativo de Resultado por Exercício) da empresa, procure fazer compras mais inteligentes de mercadorias e negocie com seus fornecedores.

Falamos muito sobre por a mão na massa em todos os pontos abordados até aqui. Não apenas fale, mas faça

Ser empreendedor, e principalmente ter um micro ou pequeno negócio, exige um grande esforço em aprender e colocar em prática. E quando o assunto é controle financeiro, não é diferente.

Busque estudos e exemplos de empreendedores reais com negócios saudáveis, esteja atento ao mercado e busque ferramentas que irão projetar seu negócio para frente, para ter crescimento constante.

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